Orla Conde leva a circuito de museus e paisagens… já pedalou por lá?

Na região da Praça XV, trecho da Orla Conde entregue recentemente: espaço novo de convivência para cariocas e turistas

Fui conhecer (de pedal, claro) o trecho da Orla Luiz Paulo Conde inaugurado na Praça XV no fim de semana passado. É parte das paisagens reveladas pela conclusão das obras do Porto Maravilha. Recomendo demais o passeio por ali. No percurso há uma oferta de museus e lindos cenários da cidade à beira-mar, estes até bem pouco tempo atrás inacessíveis, porque estavam escondidos pelo viaduto da Perimetral e pelo descuido com uma área até então degradada. Agora, revitalizada, ela é toda nossa. Está ali, à disposição, para o deleite amplo, geral e irrestrito. 

A segunda-feira de sol e céu azul fez o convite, e aceitei de cara. Investi meu dia de folga na curtição de pedalar para desbravar, vento no rosto e sem pressa, ângulos desconhecidos por mim de um Rio com beleza estonteante (como sempre), mas também cultural, carregado de história, com prédios imponentes e que datam de séculos atrás.

O Museu do Amanhã tem no entorno uma trilha para caminhar e pedalar (devagarinho, bem devagarinho)

MUSEU DO AMANHÃ, MAR E VISUAL

Parti da nova Praça Mauá (recentemente adicionada à lista de meus lugares favoritos na cidade). Bem no meio dela, entre o Museu do Amanhã (que ainda preciso conhecer) e o MAR, Museu de Arte do Rio (que já tive o prazer de conhecer). Pedalei 1km em direção ao Armazém Utopia, acompanhando o trilho do VLT que em breve vai operar. Ali é o ponto onde tapumes denunciam que a obra continua (e já espero ansioso pelo término) para estender a trilha até a rodoviária.

Em frente ao Museu do Amanhã, réplica do 14 Bis convida para a exposição temporária 'O Poeta Voador, Santos Dumont'

CENTROS CULTURAIS

Do Utopia retornei ao ponto de origem e de lá segui pela orla até a Praça XV, meu destino. A ideia é refazer o trajeto em breve, agora que já conheço. E ir parando em cada uma das atrações pelo caminho. Quando passava pela Rua 1º de Março (desmontado, caminhando, porque ali teria que pedalar na contramão), as opções chamavam: CCBB, Casa França-Brasil, Centro Cultural dos Correios. Tenho que voltar outro dia.  

CIDADÃO DE BEM TEM QUE OCUPAR

Na Praça XV gostei demais do que vi. Depois da estação das barcas a gente chega a uma enorme praça, toda nova, arborizada e com bancos para descansar, ler, apreciar, relaxar. Um pessoal que trabalha perto aproveitava a hora de almoço para dar uma desacelerada. Tipo Europa, sabe? Por uma passagem subterrânea, com escadas e rampa (olha a bike aí!), chega-se ao outro lado, no frescor da brisa marinha da Baía. E mais banquinho para descansar. E mais visual.

Na beira da Baía, banquinho e brisa do mar. Dali dá para assistir aviões chegando ao Aeroporto Santos Dumont

De negativo rolou só a preocupação com o futuro. Chamo de futuro os dias próximos, quando o espaço não for mais novidade. O que não pode é virar área de abandono. Tem que ter Guarda Municipal e Polícia Militar. Não pode virar parquinho de desocupados, mendigos e assaltantes.

Enquanto eu filmava e fotografava, um senhor passou por mim e disse, meio em tom de brincadeira, meio de lamento:

– Aproveita para tirar foto antes das pichações.

Será? Tem risco disso, sim. População e poder público não podem deixar. NÓS não podemos deixar.

Praça XV: em meio a prédios históricos, área verde

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, MAM, URCA …

Fui indo. A Orla Conde abre possibilidades. Como os trilhos do VLT, segui ao Santos Dumont. Antes, mais uma opção de museu: o Histórico Nacional. Passei por ele, subi a passarela para o aeroporto. Na parte de trás, cabeceira de uma das pistas, sob o som das maritacas que fazem daquelas árvores seu condomínio, encontrei a ciclovia, velha conhecida, que beira a Baía e leva até o Aterro. Dali se vai até onde as pernas deixarem e a imaginação recomendar, rumo à Zona Sul. 

Quem preferir incluir mais uma ótima pedida no roteiro, estamos pertinho do MAM, o Museu de Arte Moderna. Optei por seguir pela ciclovia. Sem destino. Lembrei de entrar na Urca, que fazia um tempo não visitava. Na Praia Vermelha, deu fome. A viagem chegou ao fim. Parei para comer e viajar de jeito diferente. Diante daquele oceano, do Morro da Urca e do Pão de Açúcar… não tinha mais o que acrescentar por aquele dia.

Urca, ponto final da viagem naquele dia. Mas pode virar reticências a qualquer momento e seguir ...

O plano de seguir até o Mirante do Leblon, pela Orla da Zona Sul, ficou adiado para uma outra folga. Vou voltar, refazer o passeio. Acrescentar desvios, ir além.

O Centro é agora o centro… de um leque de possibilidades. Bora explorar?

Source: De Bike (Globo) / Orla Conde leva a circuito de museus e paisagens… já pedalou por lá?

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Greg

Old school developer with a passion for food, bikes and a whole lot of weird things.

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