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Britânicos pedem menos motos no Tour de France para evitar acidentes

Motos no Tour: no centro de uma polêmica por serem vistas como motivo de risco para os competidores

As motos que levam fotógrafos e cinegrafistas na cobertura do Tour de France estão na berlinda. O representante britânico e irlandês na Associação de Ciclismo Profissional (CPA, na sigla em inglês), Ben Greetham, pediu nesta sexta-feira uma redução na quantidade de motocicletas com permissão para trafegar ao lado dos competidores em áreas consideradas perigosas.

Segundo Greetham, é urgente a adoção de regras mais rigorosas para evitar acidentes como o da quinta-feira passada, envolvendo três ciclistas.

– Tem moto demais – disse Greetham ao site Cycling Weekly. – É uma situação difícil, porque as corridas precisam ser televisionadas, mas está muito claro que é preciso ter menos motos. As motos fazem um trabalho fantástico, porque os comissários e os policiais estão lá para ajudar os ciclistas. Mas os fotógrafos não estão contribuindo para a segurança da corrida – comentou o dirigente. 

O acidente de quinta-feira, que derrubou três dos principais competidores do Tour de France (entre eles o líder geral, Chris Froome), foi consequência de uma mistura de fatores, que pioraram – e muito – as condições de segurança dos ciclistas. Primeiro, era feriado, Queda da Bastilha, e tinha mais gente do que costuma ter acompanhando a prova. Depois, o fato de a organização ter encurtado o trajeto, antecipando em 6 km o ponto de chegada, devido ao risco de fortes ventos no alto do Mont Ventoux, concentrou mais torcedores na nova chegada. 

Aliado a isso, há a tradição, que o pessoal do Tour faz questão de manter, de os fãs ficarem bem perto de seus ídolos, durante a prova, sem grade ou cordão de isolamento. É assim há um século, e há de ser. Mas o trecho onde houve o acidente, que já é bem estreito, virou um caos. Uma das motos de fotografia/filmagem teve que parar de repente para não atropelar um torcedor. Um dos ciclistas, Richie Porte, bateu na traseira da moto. Froome e Bauke Mollema, que vinham atrás, também caíram. Uma segunda moto, na retaguarda, destruiu a bicicleta de Froome, no chão, e o que rolou já sabemos: o bicampeão percorreu a pé uma parte do trajeto.

O debate sobre segurança, que já vinha sendo travado, aumentou. O excesso de gente à beira da estrada, na passagem dos ciclistas, gera incidentes. Nesta mesma edição do Tour o próprio Froome já tinha se envolvido numa confusão: acertou com o antebraço um soco num fã colombiano que se aproximava perigosamente, correndo, do inglês e do também colombiano Nairo  Quintana, que disputavam posição. Froome pediu desculpas depois pelo excesso, mas pediu que as pessoas fossem mais cuidadosas e não se aproximassem tanto. Também neste ano o pé de um fã esbarrou num gerador que alimentava de ar o pórtico inflável, desligando-o. O arco de vento murchou e atingiu ciclistas, derrubando um deles e causando ferimentos no rosto e em várias outras partes do corpo.

Source: De Bike (Globo) / Britânicos pedem menos motos no Tour de France para evitar acidentes

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